História de Torres Vedras
 

Memória Histórica

As sociedades contemporâneas vêm manifestando um interesse e fascínio crescentes pela História testemunhados por uma, cada vez maior, procura das identidades locais, regionais e nacionais, num apelo ao cultivo da Memória, princípio inscrito na Agenda 21, aprovada na Cimeira do Rio de Janeiro, em 1992.
Conscientes da sua importância, apresentamos a História de Torres Vedras, em “fascículos”, quinzenalmente, tendo como fio condutor o curso do tempo, isto é, a cronologia, desde as primitivas ocupações do território de Torres Vedras até à actualidade. Muitos são os temas que procuraremos abordar, embora o diferente peso que os vestígios do passado nos legaram sobre cada um deles.
O discurso histórico terá de ser rigoroso, objectivo, fundamentado, mas igualmente claro, comunicativo e sugestivo, na procura de um possível encontro entre a ciência e a arte. De lado ficará o academismo, o enciclopedismo ou a retórica, evitando as citações excessivas, eliminando as notas e as bibliografias extensas (apenas com uma referência em cada texto, no final, em “Saiba Mais”), recorrendo a um forte apoio da imagem. Ao leitor abriremos o “jogo”, mostraremos as provas, fornecendo-lhe os materiais necessários para que possa exercer a crítica.
Naturalmente, a escrita da História é um discurso pessoal, que resulta da nossa interpretação, que exclui, por vezes, outras maneiras de ver. Por isso mesmo, não deixará de ser o nosso ponto de vista, que não pode confundir-se, porém, com a simples opinião, arbitrária e gratuita.
Por último, lembremos, apenas, que a História não é definitiva, porque estando sujeita ao tempo, torna-se ela própria passado, objecto de compreensão. E também não é a Realidade, mas o convite à sua descoberta, o meio, a ponte entre o sujeito e a Realidade. Importa, assim, que no final o texto histórico se apresente como as palavras de João Baptista no deserto, quando anunciava o Messias: « é preciso que ele cresça e eu diminua».
Conheça o Plano no próximo “fascículo”!

SAIBA MAIS

Textos de Carlos Guardado da Silva

 
01 - Plano
02 - O Povoamento primitivo de Torres Vedras
03 - Das indústrias líticas às sociedades agro-metalúrgicas
04 - O Calcolítico da Estremadura e o Castro do Zambujal
05 - O modus vivendi do Castro do Zambujal
06 - Torres Vedras Romana
07 - A População Romana de Torres Vedras
08 - A presença árabo-muçulmana
09 - A ocupação cristã do território torriense
10 - A ocupação senhorial do território torriense I
11 - A ocupação senhorial do território torriense II
12 - A Fundação do Concelho de Torres Vedras
13 - O Foral e a Organização Municipal Torriense
14 - As origens do tabelionado torriense
15 - O crescimento económico da vila
16 - As Paróquias Medievais I
17 - As Paróquias Medievais II
18 - O Campo: os trabalhos e os dias
19 - A urbe: as artes e os ofícios
20 - A Feira de Dom Dinis
21 - O Porto Medieval de S. Denis
22 - A vivência do tempo na vila medieval e seu termo
23 - A vivência da morte
24 - A Assistência
25 - Os Mouros de Torres Vedras
26 - A Judiaria de Torres Vedras
27 - A legitimação dos filhos ilegítimos
28 - Os Eremitas de Santo Agostinho I
29 - Os Eremitas de Santo Agostinho II
30 - A instalação franciscana: o Convento de Varatojo
31 - O Castelo e as Muralhas da Urbe
32 - O Cerco ao Castelo por D. João, Mestre de Aviz, em 1384-1385
33 - As Fomes
34 - As Pestes
35 - As Cortes de 1441, em Torres Vedras
36 - S. Gonçalo de Lagos
37 - Iniciativa de construção do Porto Real
38 - A Universidade que não tivemos
 
 
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